Londrina deixa de ser capital do café para ser “cidade genial”

Durante muitos anos, Londrina foi a Capital Mundial do Café. Agora, deixa de ser uma cidade agrícola para ser uma cidade ligada a tecnologia. Visando atrais novos investidores, diversas entidades, entre elas a Associação Comercial e Industrial (ACIL), apresentaram na última segunda (20), uma nova marca para o município: Cidade Genial.

Além da ACIL, também participaram da apresentação da nova marca, o Arranjo Produtivo Local de Tecnologia da Informação, Central de Inovação, Desenvolvimento e Negócios Tecnológicos, Sebrae, Senai, Sercomtel e Sindicato das Empresas de Software. O presidente do Arranjo Produtivo Local, Gabriel Henriquez, destacou que Londrina um histórico no setor de TI que se desenvolve desde a década de 1990.

Nove municípios da região têm 1,7 mil empresas de Tecnologia da Informação (TI). Elas estão instaladas em Londrina, Cambé, Ibiporã, Rolândia, Apucarana, Arapongas, Uraí, Jataizinho e Cornélio Procópio. O número expressivo foi levado em conta pela Prefeitura de Londrina para a formulação da nova identidade do município. A “cidade genial” quer se tornar um polo nacional de TI e explorar ativos já existentes, mas, até então, desconhecidos pelo poder público e sociedade civil organizada.

Senai participa

 

Segundo o Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Idel), Londrina recebeu grandes multinacionais de TI nos últimos anos. A cidade tem 14 universidades com cerca de 40 mil alunos e cursos voltados para o setor tecnológico, além da Sercomtel, telefonia pública aberta a novidades e que conta com a fibra óptica da Copel. “Os ativos são variados e precisam ser utilizados em novos projetos”, destacou a diretora de Ciência e Tecnologia do Idel, Andrea Mandelli. A cidade também foi escolhida, entre mais de 5 mil municípios brasileiros, como a cidade que vai sediar o Instituto Senai de Tecnologia voltado exclusivamente para a área de TI.

O projeto de lei deve ser enviado à Câmara de Vereadores para regulamentar a parceria entre o poder público e as empresas da cidade. “A iniciativa pretende incentivar a aliança entre município, empresas e instituições de ensino. Fazer com que as partes fechem alianças e que essas alianças gerem novos negócios e investimentos”, explicou Andrea.

Outro dado significativo revelado por Andrea coloca Londrina como uma das cidades do país que mais emite certificação digital. “O município é responsável por 50% de todos os certificados emitidos no Paraná. Se Londrina fosse um estado, ela seria o quinto do país em criação de novos softwares”, listou.

Fonte: http://noticiasparana.com/londrina-deixa-de-ser-capital-cafe-para-ser-cidade-genial/